
Hereditariedade vs Meio
Mecanismos de transmissão hereditária
Muitas das características do nosso corpo, do funcionamento dos órgãos e dos comportamentos são transmitidos por hereditariedade, isto é já vem dos nossos progenitores, já nascem connosco. A hereditariedade é mesmo isso, é o conjunto de eventos biológicos responsáveis pela transmissão de uma herança a seus descendentes através de seus genes. Esta informação genética é transmitida através dos genes, porções de informação contida no X dos indivíduos.
Genes (um segmento de um cromossoma a que corresponde um código distinto, uma informação para produzir uma determinada proteína ou controlar uma característica), X (um composto orgânico cujas moléculas contêm as instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento e funcionamento de todos os seres vivos) e cromossomas (uma longa sequência de DNA, que contém vários genes, e outras sequências de nucleótidos com funções específicas nas células dos seres vivos) são os agentes responsáveis pela transmissão das características genéticas.
Cromossomas
Se virmos ao microscópio o núcleo de uma célula, durante o seu período de divisão celular e após aplicação de varias técnicas de análise é possível observar um número elevado de finos e longos filamentos enrolados, chamados de ADN, e proteínas. Cada uma destas estruturas constitui uma entidade denominada cromossoma. As proteínas são responsáveis pela forma física do cromossoma em volta das quais se enrola um sector de ADN.
Durante o crescimento e desenvolvimento do organismo ocorre a produção de células novas, que também tem por função substituir as que morrem. As células quando se dividem fazer cópia do seu ADN, mantendo-se assim o mesmo numero de cromossomas. Esta divisão é chamada de mitose e é caracterizada por um conjunto de transformações que conduzem à divisão do núcleo das células.
Os cromossomas são as estruturas mais importantes na célula durante a divisão celular, devido a serem eles os responsáveis pela transmissão da informação hereditária de geração em geração.
As células de um organismo tem o mesmo número de cromossomas, exceptuando apenas as células sexuais. Mas o numero e a forma dos cromossomas é característico de cada espécie, sendo designado por cariótipo. Por exemplo o ser humano tem 46 cromossomas, já um cão tem 78, uma cenoura 18, … e como dá para ver ter mais cromossomas não implica maior complexidade do ser vivo.
Geralmente os cromossomas numa célula organizam-se em pares semelhantes, excepto o par de cromossomas sexuais como acima está referido. Na espécie humana, o par 23, par do cromossoma sexual, é distinto nos dois sexos, sendo na mulher constituído por dois cromossomas X e no homem o par é formado por um cromossoma X e outro mais curto Y.
São designados de cromossomas homólogos os cromossomas que possuem um elemento de origem materna e outro de origem paterna.
ADN
Ácido desoxirribonucleico (ADN ou DNA) é uma molécula orgânica que contém a "informação" que coordena o desenvolvimento e funcionamento de todos os organismos vivos. O seu principal papel é armazenar as informações necessárias para a construção das proteínas e ARNs. Os segmentos de ADN que são responsáveis por carregar a informação genética são denominados genes. O restante da sequência de ADN tem importância estrutural ou está envolvido na regulação do uso da informação genética.

ropriedades físicas e químicas:
O ADN é um longo polímero formado por unidades repetidas chamadas nucleótidos. O ADN é uma cadeia composta por
Em organismos vivos, o ADN não existe como uma molécula única (fita simples), mas sim como um par de moléculas firmemente associadas. As duas longas fitas de ADN enrolam-se formando uma dupla hélice. Em geral, uma base ligada a um açúcar é chamada nucleosídeo e uma base ligada a um açúcar e um fosfato é chamada nucleótidos. Portanto, o ADN pode ser referido como um polinucleotídeo.
Sendo a estrutura do ADN universal em todo o mundo vivo e a mesma em todas as espécies, é o número e a sequência dos nucleótidos que definem as características de cada ser vivo.
Genes
Segmentos de ADN com um determinado número de nucleótidos e com uma ordem própria constituem uma unidade de linguagem química designada por gene. O gene é um segmento de um cromossoma a que corresponde um código distinto, uma informação para produzir uma determinada proteína ou controlar uma característica, por exemplo, a cor dos olhos.
Um cromossoma contém vários genes que são responsáveis por diferentes características.
Em cada par de cromossomas homólogos existem genes com informação para o mesmo carácter, ocupando a mesma posição, isto é situados no mesmo locus e são designados por genes alelos (ex. no caso da cor dos olhos, o gene que determina a cor azul pode ser alelo ao que determina a cor castanha).
Genótipo
O aparecimento de fenótipos diversos deve-se à presença de material hereditário herdado dos progenitores. Esse material nada mais é do que o conjunto dos cromossomas que se situam no núcleo das células. Os cromossomas são interpretados como uma sequência de genes. São os genes os portadores das informações que condicionam o fenótipo.
Ao conjunto dos genes de um indivíduo damos o nome de genótipo.
Sendo assim, podemos dizer o genótipo, é a constituição genética de um indivíduo, o conjunto das determinações genéticas herdadas e que podem, ou não, exprimir-se conforme as características do meio em que se desenvolve.
Fenótipo
O fenótipo de um organismo é, quer a sua constituição e aparência física, quer a manifestação específica de uma característica que varia entre indivíduos. O fenótipo é determinado até certo ponto pelo genótipo, ou seja pela identidade dos alelos que um indivíduo possui num ou em mais locais dos cromossomas. Grande parte dos fenótipos são determinados por genes múltiplos e influenciados por factores ambientais. Assim, nem sempre a identidade de um ou de alguns alelos conhecidos permite prever o fenótipo.
Todavia, por os fenótipos serem muito mais fáceis de observar do que os genótipos (não é preciso química nem sequenciação para determinar a cor dos olhos de uma pessoa), a genética clássica usa fenótipos para deduzir as funções dos genes. Depois, testes de reprodução podem confirmar estas interacções. Desta forma, os primeiros genetistas conseguiram traçar padrões de hereditariedade sem qualquer tipo de conhecimento de biologia molecular.
A interacção entre o genótipo e o fenótipo é frequentemente descrita usando uma equação simples:
genótipo + meio → fenótipo